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2002 / ....


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24-Mar-2003

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Passeio d' "Os Caragos", De Santa Luzia a São Paio

No passado Sábado, dia 12 de Outubro, o Núcleo do Norte do Forum-TT, também conhecido como "Os Caragos", levou a cabo mais um Passeio.

Desta vez a área escolhida foi a zona mais a noroeste de Portugal, com início em Viana do Castelo e fim em Vila Nova de Cerveira.

Respondendo ao convite dos amigos Álvaro Oliveira e Eduardo Vasconcelos, que tomaram em mãos a organização do Passeio, os membros do Núcleo do Norte que pretenderam participar, em número superior a 2 dúzias, reuniram-se na Praia Norte, em Viana do Castelo, pelas 9 horas da manhã.

Depois de algum tempo utilizado para tomar um café e para "pôr a conversa em dia", a saída para o início da 1ª Etapa do Passeio aconteceu cerca das 10 horas.

Esta parte, com cerca de 30 Km, prevista para ocupar a manhã e que terminaria em Orbacém, levou-nos a subir até à Santa Luzia, entrando a partir daí em trilhos de terra e pedra.

O percurso ia alternando partes em que o piso era bastante bom, com outras em que o mesmo se apresentava degradado e um bocado duro.

Mais ou menos a meio do percurso estava mesmo prevista uma pequena "brincadeira", funcionando como alternativa, para que os mais "radicais" pudessem utilizar um pouco mais a fundo as suas capacidades e as das suas máquinas. Foram vários os participantes que não resistiram ao "apelo da adrenalina" e que se divertiram a descer e a subir a tal zona mais trialeira.

Há, contudo, algo que foi constante… Refiro-me à beleza das zonas atravessadas !

Essa mesma beleza foi o motivo principal que levou a várias paragens da caravana, de modo a permitir uma contemplação mais atenta e, também, a que fossem tiradas algumas fotografias.

Como é normal e bastante agradável, essas paragens também iam permitindo continuar a conversar e, deste modo, estreitar um pouco mais os laços entre os participantes.

Menos agradáveis, mas mesmo assim sem problemas especiais, há ainda a referir um pequeno problema mecânico no Land Rover Série III que foi resolvido e, mais fora do vulgar, a "espectacular" perca da porta traseira que o UMM amarelo protagonizou… O que aconteceu foi que com a vibração, provocada pelo piso, a porta traseira acabou por abrir e, coincidindo com um pequeno salto provocado por uma pequena vala, acabou por saltar das dobradiças, terminando no meio do caminho… Nada de realmente grave, uma vez que tudo se saldou por tornar a colocá-la no lugar e os "estragos" causados se limitaram a uma rachadela no "policarbonato" que faz a função de "vidro traseiro".

Já na parte final, foi percorrido um trilho estreito e escorregadio, junto ao rio Ancora, passando em 2 zonas em curva apertada onde havia alguma tendência para os jipes quererem tentar "ir visitar" o rio. Não houve, contudo, problemas e todos passaram sem dificuldades de maior.

Com uma precisão que mais parecia Suíça do que Portuguesa, lá estávamos chegados ao parque de merendas, junto ao rio Ancora, em Orbacém, o que mais uma vez demonstra a forma cuidada como foi preparado o Passeio e a forma como os "organizadores" souberam gerir do melhor modo o tempo.

 

Era tempo de almoço.

Como estava planeado, este decorreu sob a forma de piquenique, levando cada um o seu "farnel" e oferecendo-se para o partilhar com os outros participantes.

O local escolhido era bastante agradável e contava ainda com 2 cafés bastante próximo, de modo a permitir que ninguém fosse obrigado a prescindir de tomar um cafézinho.

A 2ª Etapa, com cerca de 43 Km, prevista para a tarde, prometia ser a continuação da manhã, contando ainda com um nível de dureza que seria maior, em 2 ou 3 pontos do percurso.

A principal "novidade" foi a presença de algumas zonas com lama e mesmo 2 ou 3 "charcos", para sujar os jipes, primeiro, e logo a seguir "lavá-los" com uma água que se apresentava um bocado escura, devido à quantidade de terra que tinha misturada.

Os tripulantes do Toyota BJ 40, em versão descapotável, não resistiram e, para além de banhar o jipe, fizeram questão de tomarem eles próprios também um bom banho de lama !

Mais uma vez se foram vendo paisagens muito interessantes e se foram fazendo paragens em sítios estratégicos para as apreciar devidamente.

Pelo meio, alguns corta-fogos um pouco mais duros foram animando as hostes, mas o "ponto alto" estava reservado para uma certa subida…

A "organização" teve o cuidado de alertar para a dificuldade que a mesma apresentava e foi aconselhando os que tinham viaturas menos apropriadas para aquelas andanças (viaturas em que a altura ao solo era mais pequena ou que não tinham pneus mais apropriados para pisos mais difíceis) a fazerem antes o trajecto pela outra alternativa.

Esta subida tinha uma extensão de cerca de 1 Km, sendo bastante inclinada, com um piso bastante solto e irregular, ainda que com pedras misturadas, bastante sinuosa e, tinha ainda, um "degrau" com uma altura considerável, mais ou menos a meio da distância.

Este "degrau" dificultava bastante a progressão, uma vez que sendo o piso de aderência relativamente fraca, era um pouco complicado conseguir ter tracção para o subir… Os jipes com piores ângulos e/ou muito baixos tinham ainda maior dificuldade, dado que seria quase inevitável que viessem a ficar presos.

Em face deste desafio, a caravana dividiu-se em 2 partes.

Um grupo de jipes decidiu tentar "a sua sorte" e vencer as dificuldades. O 1º a tentar foi o UMM amarelo que, após ter sido obrigado a parar exactamente em cima do degrau por perca de tracção, recuou um pouco e tentando novamente, conseguiu ultrapassá-lo ( na 1ª tentativa tentou passar mais pela direita e na 2ª tentativa, tentou mais pela esquerda, que veio a revelar-se a melhor maneira de o fazer).

Depois de "aberto o caminho", vários outros jipes subiram, nomeadamente os Toyotas, o Frontera curto, Nissan Patrol , Mitsubishi Pajero e (pelo menos) um dos Discovery.

Os restantes seguiram pelo trilho alternativo que, pelos vistos, também não era propriamente fácil. Os que por lá passaram "queixavam-se" de que o trilho estava extremamente fechado com vegetação, mas isso não impediu que dissessem que tinha sido bastante engraçado e que tinha valido a pena.

O Passeio encaminhava-se rapidamente para o seu fim. Mais uns Km's de trilhos que continuavam a fazer a satisfação dos participantes e a chegada a Vila Nova de Cerveira.

Conforme está já bastante claro, o balanço final do Passeio só pode ser muito positivo.

Os amigos que assumiram o papel de "organizadores" estão de parabéns pelo trabalho realizado e os participantes estão também de parabéns pela forma como souberam interpretar os espírito que norteia estas coisas: a camaradagem e o espírito de entre-ajuda, o respeito pela natureza e uma boa disposição a toda a prova.

 

Rui Martins    -     Forum-TT / Clube Audio TT

 

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