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2002 / ....


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09-Set-2004

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3º Encontro de UMM's do Norte

 

Com metade do ano de 2004 já decorrido, estava na altura de mais um Passeio para os amantes dos UMM's da zona Norte.

Já há algum tempo que se vinha a falar em juntar um grupo de UMM's e fazer mais um Passeio. Finalmente uma pequena equipa resolveu meter "mãos à obra" e lá preparou um percurso na zona de Vila Verde - Mixões da Serra - Ponte da Barca, "desafiando" de seguida alguns dos proprietários e amantes destas máquinas a virem passar um dia em conjunto, percorrendo o tal trajecto.

O dia escolhido foi o passado Sábado, dia 5 de Junho de 2004, e à hora marcada (mais ou menos...) lá apareceram os 10 UMM's com os respectivos condutores e "penduras".

Depois de alguns dias de muito calor, o Sábado apresentava-se com uma temperatura bastante mais moderada e até um bocado enevoado. A presença da tal névoa foi, aliás, uma pena, uma vez que acabou por limitar de modo bastante significativo a possibilidade de se admirar algumas paisagens que quem conhece, sabe bem que valem a pena ser vistas.

Após alguns km's (relativamente poucos...) em estrada lá acabamos por entrar em trilhos de terra e pouco depois aparecia um rampa, curta, mas bastante inclinada, que todos subiram sem dificuldade.

Um pouco mais à frente, estava chegada a altura de subir até um dos vários pontos altos do percurso, onde havia uma denominada "área de recreio", que mais não era que um conjunto de subidas bastante íngremes, umas mais do que as outras, e que se pretendia que fossem um "desafio" para os diversos participantes.

Depois de se percorrer mais um bocado do trajecto, nova zona mais complicada, mas com uma alternativa mais fácil. Desta vez tratava-se de uma vala longitudinal, razoavelmente profunda e com uma configuração irregular.

Alguns resolveram "tentar a sua sorte" e arriscaram passar na vala, enquanto outros resolveram utilizar a alternativa existente. Dos que tentaram, todos conseguiram ultrapassar mais este obstáculo sem  que isso provocasse danos a assinalar.

Seguiu-se um trajecto por caminhos secundários até chegarmos à estrada que nos levaria a Vila Verde, seguindo-se depois em direcção à Capela de S. Julião.  Esta capela está magnificamente situada, no topo de um monte de onde é possível admirar uma vastíssima área envolvente, e onde se chega através de um trilho em terra e pedra.

Depois de uma paragem aproveitada para "pôr a conversa em dia" e para ver a paisagem, seguimos até à zona onde estava planeado realizar-se o almoço. Trata-se de uma área junto à capela de S. Frutuoso, que tem a vantagem de ter alguma sombra e dispõe de água potável.

Tal como estava combinado, o almoço realizou-se sob a forma de "pic-nic" em que cada um levou a sua merenda e procurou partilhá-la com os outros, ao mesmo tempo que se aproveitava para trocar mais umas impressões sobre as nossas magníficas máquinas, os UMM's, que eram, bem vistas as coisas, um dos principais factores que nos tinham levado a juntarmo-nos ali.

A tarde começava quase logo com mais uma zona complicada... O "desafio", para quem o aceitou, era subir um degrau natural, em pedra, num trilho existente, e que tem a altura exacta para que ainda valha a pena tentar subir, uma vez que fica ao nível dos "brincos" das molas.

Mais umas centenas de metros e havia que passar numa zona relativamente apertada, mas sem outra dificuldade a assinalar.

O trajecto seguia agora, novamente, monte acima e atravessava uma zona do trilho que o calor dos dias anteriores e as chuvas que o tinham precedido,b tinham feito desenvolver muito rapidamente as giestas e estas começavam a tentar tapar já o caminho.

Chegados às zonas mais elevadas, o percurso levava-nos a zonas onde as paisagens eram bastante interessantes, permitindo ver um bocado razoável da região.

Um pouco mais à frente esperava-nos mais uma paragem para aspectos mais culturais. Era-nos proposto que admirássemos uma construção feita com o objectivo de caçar lobos que outrora andavam por ali.  Junto ao "Fojo do Lobo" existe uma placa com algumas explicações sobre a forma como era utilizado e que permite a quem ainda não soubesse, perceber o "mecanismo" utilizado para apanhar os lobos.

As horas iam avançando e foi aqui que um grupo razoável de participantes se viu obrigado a deixar a caravana para poder regressar a tempo de outros compromissos pessoais.

Os que ficaram, continuaram, e 3 dos jipes resolveram "arriscar" a passagem em mais uma zona bastante complicada, uma vez que tem um piso bastante duro e é extremamente estreita, nalguns bocados. Isto obriga a que se suba o talude lateral e provoca inclinações que se aproximam bastante do limite que as viaturas suportam sem virar.  É claro que para quem resolveu tentar este trilho, essas dificuldades já eram esperadas e eram mesmo o motivo principal para não seguir pela alternativa mais fácil !...

Esta é uma zona particularmente bonita e julgo que terá ficado na memória de todos.

Estávamos então chegados a S. António de Mixões da Serra, que se preparava para mais uma Romaria.  Depois de uma pequena pausa para se beber alguma coisa fresca e também para ver a Igreja local, que tem uma arquitectura um pouco fora do mais habitual, havia que retomar o caminho e rumar a Ponte da Barca mas, como é evidente, sem o fazer do modo mais fácil...

Mais alguns km's e encontramos um companheiro destas "andanças", que "atacava" com o seu Cournil um trilho absolutamente trialeiro. Na verdade, à que o reconhecer, o "velho senhor" acabou por dar uma demonstração de que quase não há caminhos impossíveis de percorrer, fazendo valer os atributos verdadeiramente espantosos destas máquinas.

Depois de termos ficado um bocado a admirar a forma como "vencia" os obstáculos, acabamos por seguir um bocado em conjunto, uma vez que íamos na mesma direcção.

Ainda antes de nos separarmos, houve a oportunidade de levar este companheiro de ocasião por um trilho que tínhamos no nosso percurso e que apesar de claramente menos duro do que o que ele acabara de fazer, ainda era de molde a exigir um bocado das máquinas e dos seus condutores.

O Passeio estava a chegar ao fim, mas a boa disposição mantinha-se. Parece que ninguém tinha dado por mal empregue o tempo gasto e falava-se na necessidade de haver quem comece a tratar da preparação do próximo Passeio.

Para nós, a participação foi bastante agradável e a companhia dos restantes participantes merece claramente ser elogiada.  Dentro da nossa disponibilidade seremos certamente candidatos a participar noutros Passeios que se venham a realizar.

Ficamos à espera do 4º Encontro de UMM's Norte !

 

Rui Martins – Clube Audio TT

 

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