Com metade do ano de 2004 já decorrido, estava na
altura de mais um Passeio para os amantes dos UMM's da zona Norte.
Já há algum tempo que se vinha a falar em juntar um
grupo de UMM's e fazer mais um Passeio. Finalmente uma pequena equipa
resolveu meter "mãos à obra" e lá preparou um percurso na zona de Vila
Verde - Mixões da Serra - Ponte da Barca, "desafiando" de seguida alguns
dos proprietários e amantes destas máquinas a virem passar um dia em
conjunto, percorrendo o tal trajecto.

O dia escolhido foi o passado Sábado, dia 5 de Junho
de 2004, e à hora marcada (mais ou menos...) lá apareceram os 10 UMM's
com os respectivos condutores e "penduras".
Depois de alguns dias de muito calor, o Sábado
apresentava-se com uma temperatura bastante mais moderada e até um
bocado enevoado. A presença da tal névoa foi, aliás, uma pena, uma vez
que acabou por limitar de modo bastante significativo a possibilidade de
se admirar algumas paisagens que quem conhece, sabe bem que valem a pena
ser vistas.

Após alguns km's (relativamente poucos...) em estrada
lá acabamos por entrar em trilhos de terra e pouco depois aparecia um
rampa, curta, mas bastante inclinada, que todos subiram sem dificuldade.
Um pouco mais à frente, estava chegada a altura de
subir até um dos vários pontos altos do percurso, onde havia uma
denominada "área de recreio", que mais não era que um conjunto de
subidas bastante íngremes, umas mais do que as outras, e que se
pretendia que fossem um "desafio" para os diversos participantes.

Depois de se percorrer mais um bocado do trajecto,
nova zona mais complicada, mas com uma alternativa mais fácil. Desta vez
tratava-se de uma vala longitudinal, razoavelmente profunda e com uma
configuração irregular.
Alguns resolveram "tentar a sua sorte" e arriscaram
passar na vala, enquanto outros resolveram utilizar a alternativa
existente. Dos que tentaram, todos conseguiram ultrapassar mais este
obstáculo sem que isso provocasse danos a assinalar.

Seguiu-se um trajecto por caminhos secundários até
chegarmos à estrada que nos levaria a Vila Verde, seguindo-se depois em
direcção à Capela de S. Julião. Esta capela está magnificamente
situada, no topo de um monte de onde é possível admirar uma vastíssima
área envolvente, e onde se chega através de um trilho em terra e pedra.

Depois de uma paragem aproveitada para "pôr a
conversa em dia" e para ver a paisagem, seguimos até à zona onde estava
planeado realizar-se o almoço. Trata-se de uma área junto à capela de S.
Frutuoso, que tem a vantagem de ter alguma sombra e dispõe de água
potável.
Tal como estava combinado, o almoço realizou-se sob a
forma de "pic-nic" em que cada um levou a sua merenda e procurou
partilhá-la com os outros, ao mesmo tempo que se aproveitava para trocar
mais umas impressões sobre as nossas magníficas máquinas, os UMM's, que
eram, bem vistas as coisas, um dos principais factores que nos tinham
levado a juntarmo-nos ali.

A tarde começava quase logo com mais uma zona
complicada... O "desafio", para quem o aceitou, era subir um degrau
natural, em pedra, num trilho existente, e que tem a altura exacta para
que ainda valha a pena tentar subir, uma vez que fica ao nível dos
"brincos" das molas.
Mais umas centenas de metros e havia que passar numa
zona relativamente apertada, mas sem outra dificuldade a assinalar.

O trajecto seguia agora, novamente, monte acima e
atravessava uma zona do trilho que o calor dos dias anteriores e as
chuvas que o tinham precedido,b tinham feito desenvolver muito
rapidamente as giestas e estas começavam a tentar tapar já o caminho.
Chegados às zonas mais elevadas, o percurso
levava-nos a zonas onde as paisagens eram bastante interessantes,
permitindo ver um bocado razoável da região.

Um pouco mais à frente esperava-nos mais uma paragem
para aspectos mais culturais. Era-nos proposto que admirássemos uma
construção feita com o objectivo de caçar lobos que outrora andavam por
ali. Junto ao "Fojo do Lobo" existe uma placa com algumas
explicações sobre a forma como era utilizado e que permite a quem ainda
não soubesse, perceber o "mecanismo" utilizado para apanhar os lobos.

As horas iam avançando e foi aqui que um grupo
razoável de participantes se viu obrigado a deixar a caravana para poder
regressar a tempo de outros compromissos pessoais.
Os que ficaram, continuaram, e 3 dos jipes resolveram
"arriscar" a passagem em mais uma zona bastante complicada, uma vez que
tem um piso bastante duro e é extremamente estreita, nalguns bocados.
Isto obriga a que se suba o talude lateral e provoca inclinações que se
aproximam bastante do limite que as viaturas suportam sem virar. É
claro que para quem resolveu tentar este trilho, essas dificuldades já
eram esperadas e eram mesmo o motivo principal para não seguir pela
alternativa mais fácil !...

Esta é uma zona particularmente bonita e julgo que
terá ficado na memória de todos.
Estávamos então chegados a S. António de Mixões da
Serra, que se preparava para mais uma Romaria. Depois de uma
pequena pausa para se beber alguma coisa fresca e também para ver a
Igreja local, que tem uma arquitectura um pouco fora do mais habitual,
havia que retomar o caminho e rumar a Ponte da Barca mas, como é
evidente, sem o fazer do modo mais fácil...

Mais alguns km's e encontramos um companheiro destas
"andanças", que "atacava" com o seu Cournil um trilho absolutamente
trialeiro. Na verdade, à que o reconhecer, o "velho senhor" acabou por
dar uma demonstração de que quase não há caminhos impossíveis de
percorrer, fazendo valer os atributos verdadeiramente espantosos destas
máquinas.
Depois de termos ficado um bocado a admirar a forma
como "vencia" os obstáculos, acabamos por seguir um bocado em conjunto,
uma vez que íamos na mesma direcção.

Ainda antes de nos separarmos, houve a oportunidade
de levar este companheiro de ocasião por um trilho que tínhamos no nosso
percurso e que apesar de claramente menos duro do que o que ele acabara
de fazer, ainda era de molde a exigir um bocado das máquinas e dos seus
condutores.
O Passeio estava a chegar ao fim, mas a boa
disposição mantinha-se. Parece que ninguém tinha dado por mal empregue o
tempo gasto e falava-se na necessidade de haver quem comece a tratar da
preparação do próximo Passeio.
Para nós, a participação foi bastante agradável e a
companhia dos restantes participantes merece claramente ser elogiada.
Dentro da nossa disponibilidade seremos certamente candidatos a
participar noutros Passeios que se venham a realizar.
Ficamos à espera do 4º Encontro de UMM's Norte !
Rui Martins – Clube Audio TT