

Já de regresso a casa, quero começar por agradecer vivamente a quem
preparou e a quem participou neste Encontro Nacional do Forum-TT. Foram
eles que fizeram com que tivéssemos passado um fim-de-semana agradável (
apesar de alguns pequenos problemas de índole mecânica... ).
Na minha opinião, o Encontro Nacional correu bem
! É claro que há sempre aspectos que poderiam ter corrido melhor, mas
isso é inevitável e devem ser vistos como oportunidades de melhoria para
futuras ocasiões.


Sem pretender de modo algum "embandeirar em arco", tenho que admitir que
fiquei agradavelmente surpreendido pelo número de participantes !
Numa altura em que será mais ou menos aceite por
todos que o Forum-TT já atravessou períodos melhores, juntar mais de 2
dezenas de viaturas e mais de 50 pessoas num Encontro Nacional, que
implica sempre uma deslocação razoavelmente longa para nele participar,
só pode ser visto como algo positivo !
Gostaria ainda de salientar os casos daqueles
que, apesar de terem outros compromissos que impediam que estivessem
presentes durante todo o fim-de-semana, mesmo assim fizeram questão de
se deslocarem até S. Pedro de Moel para participarem durante o tempo que
lhes foi possível.


Falando agora um pouco da nossa "estória" particular, o Encontro
Nacional começou ainda na Sexta-Feira à tarde, com uma primeira
deslocação de Braga até ao Porto onde tínhamos combinado encontrar o
Pedro e a Ana Silva para seguirmos em conjunto.
Por questões de ordem profissional, já passava das 6 horas da tarde
quando se saiu do Porto... A primeira paragem ocorreu na zona de Oiã
para, fazendo um pequeno desvio, se ir tratar de arranjar um bocado do
famoso Leitão da Bairrada.
De novo a caminho e circulando à "estonteante
velocidade" de 80/90 Km/h ( que o "amarelo" não gosta de andar muito
mais depressa... ) lá fomos seguindo pela A1 em direcção a Leiria.
Contudo, pouco depois de passarmos na zona de Coimbra, repentinamente o
pé do acelerador deixou de encontrar a normal resistência do pedal, ao
mesmo tempo que o jipe começava a abrandar !... O diagnóstico foi quase
imediato: Cabo do acelerador partido !!!


Já com o "Amarelo" parado na berma da AE, lá se foi confirmar o
diagnóstico inicial e pensar no que fazer... Por acaso até tinha um cabo
de acelerador suplente, mas nunca tinha trocado nenhum e (tentar) fazer
aquela operação de noite, na berma da AE, com os outros carros a passar
a velocidades elevadas, não me agradava muito... Por outro lado, estava
fora de questão ser um mísero cabo de acelerador que nos iria impedir de
participar no Encontro Nacional, por isso lá se improvisou um
"acelerador de mão" e retomamos o caminho para Leiria e depois S. Pedro
de Moel, onde chegamos uns minutos após as 10 horas da noite...
Já no Sábado, depois de pensar um bocado, achei
que em vez de me estar a "armar" em mecânico e tentar ser eu a montar o
dito cabo, correndo o risco de o estragar, talvez fosse melhor ideia ir
procurar ajuda especializada, o que acabou por acontecer, com a ajuda do
Afonso Cerejo que prontamente contactou um mecânico seu amigo para ver
se era possível tratar do meu problema.
Bem, a verdade é que com estas coisas todas, a manhã acabou por passar
sem que tivéssemos tido oportunidade de fazer TT... Era hora de almoço
e, já com um cabo novo instalado, lá fomos até um restaurante junto à
praia para aconchegar os estômagos...


O almoço foi longo, mais pela espera do que por outra razão qualquer, e
eram já perto das 4 horas da tarde quando finalmente estávamos em
condições de "atacar desenfreadamente" os trilhos da zona, numa toada de
passeio e com a preocupação de não pontuar em nenhum dos muitos
Waypoints distribuídos pela região ! ;-) Nós só fazíamos Waypoints
exclusivos ( parque de estacionamento do Plus, na Marinha Grande, casa
do mecânico que montou o cabo do acelerador e restaurante do almoço ) e
esses já estavam feitos... ;-)
Assim, lá fomos fazendo uns estradões que
atravessam a mata e alguns trilhos que nos foram encaminhando até ao
"inevitável" Poço dos Ingleses ou do Areeiro, como preferirem. Ainda
antes de lá chegar, já tínhamos verificado que os 75 "burros" ( ou 76 se
se contar comigo ;-) ) do "Amarelo" eram um pouco "curtos" nalgumas
subidas em areia, tendo inclusivamente já sido obrigados a voltar para
trás numa delas.


Ainda no Poço do Ingleses, na zona próximo da água, ainda andei a ver se
conseguia "atascar" o jipe, tendo estado muito, muito, muito próximo de
o conseguir... ;-)
Depois do Poço dos Ingleses, meia volta e rumo ao
igualmente inevitável "Facho"... Lá chegados, mais uma vez o "Amarelo"
me mostrou de forma inequívoca que aquilo era "areia a mais para a sua
camionete"... Os nossos companheiros de sempre ( o Pedro e a Ana Silva )
que sempre tiveram paciência para nos aturarem, ainda demonstraram que o
Frontera nestas condições estava mais "forte" do que o "Amarelo" e lá
foram fazendo as subidas que o UMM não conseguia ( se calhar também por
azelhice do seu condutor.... ).
A tarde estava mais ou menos passada e era tempo
de ir até ao restaurante onde se jantaria. Desta vez fizemos o resto do
trajecto em conjunto com outra equipa, que incluía um amigo daquela zona
e que nos trouxe até à Marinha Grande por fora de estrada.


O jantar, como não podia deixar de ser, serviu para "pôr a conversa em
dia" e contar algumas das peripécias de um dia em que aparentemente
todos se tinham divertido.
O Domingo trouxe-nos nova surpresa desagradável... Quando estávamos
mesmo de saída para a voltinha que o Afonso tinha preparado, descubro
que me faltava um "taco", bem assim com um bocado de borracha à sua
volta, num dos pneus do "Amarelo" ... Para não estar a atrasar a saída
ainda sugeri que fossem sem nós, e nós iríamos trocar o pneu e depois
iríamos ter ao restaurante para o almoço, mas acabamos por aproveitar a
boleia do Pedro e fizemos a tal voltinha bem instalados no Frontera.


Desta vez o Afonso Cerejo levou-nos para uma zona diferente daquela onde
tínhamos andado no Sábado ( embora algumas equipas tivessem já por lá
andado ), que incluía bocados com bastante lama e até muita água também.
O percurso foi giro e o facto de andarem um número maior de jipes em
conjunto acabou por proporcionar um maior convívio, principalmente nas
zonas mais "quentes" onde se saía para mandar umas "bocas" a cada jipe
que passava.


Para finalizar, até porque este texto já vai longo, quero repetir os
nossos agradecimentos ao Afonso pelo trabalho de preparação do Encontro
Nacional, a todos os participantes porque eles foram indispensáveis para
que tivessemos um bom fim-de-semana e ao Pedro e Ana Silva pela
paciência que tiveram para "aturar" a "manias" do "Amarelo".
Nota final: A viagem de regresso correu bem e sem
percalços !...
