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20-Abr-2007

            Os Nossos Passeios ...

2º Passeio de 2007...

 

3º Passeio Audio TT pela "Serra d'Arga"

2º Passeio do Clube Audio TT de 2007

 

      Quase 2 meses após o nosso último Passeio era sem dúvida altura de realizar mais um. Foi assim que no passado dia 14 de Abril, Sábado, o grupo de amigos que é o Clube Audio-TT se juntou mais uma vez para passear fazendo Todo-Terreno. A zona escolhida foi o Noroeste de Portugal, proporcionando a realização do 3º Passeio Audio TT pela “Serra d’Arga” e o 2º evento deste Clube a ser realizado em 2007.

      Com um tempo muito agradável, a convidar a andar a percorrer os trilhos da região, lá se juntaram em Vilar de Mouros os 17 jipes e as quase 40 pessoas que não quiseram perder esta oportunidade de passar mais um dia que se adivinhava bastante interessante.

     

      A 1ª etapa do Passeio iria levar-nos até ao Mosteiro de S. João d’Arga e percorria trilhos de dificuldade média-baixa, embora contasse aqui ou ali com uns bocadinhos um pouco mais exigentes. A primeira “dificuldade” do dia veio a manifestar-se numa zona en que era necessário atravessar um pequeno regato, mas que estava um pouco enlameado e provocava um cruzamento de eixos.

      Não era de modo nenhum algo que se possa chamar de verdadeiramente “trialeiro”, mas foi o suficiente para fazer com que os participantes saíssem das suas viaturas e viessem assistir à forma como cada condutor tratava de ultrapassar a zona mais complicada. Convém dizer que nem todos o conseguiram fazer na primeira tentativa e houve mesmo um caso que, fruto de se ter então verificado que não tinha tracção no eixo dianteiro, teve mesmo que ser rebocado. Aliás esta situação veio a repetir-se mais tarde em zonas mais complicadas, embora eu tenha ficado verdadeiramente surpreendido pela positiva com a condução do dono do jipe em causa que lhe permitiu ultrapassar sem ajuda externa várias zonas que nunca pensei que fosse possível fazer só com tracção traseira !

      Este início teve ainda o condão de nos permitir começar a admirar a beleza da região, que apesar da devastação que fogos recentes provocaram nalgumas áreas, continua a ser muito interessante. Os diferentes trilhos que fomos percorrendo demonstravam isso mesmo.

     

      Chegados a S. João d’Arga, era tempo da paragem para o já tradicional “Reforço da Manhã”, desta vez ainda mais justificado pelo facto de o almoço estar marcado para uma hora já bastante tardia. Os sumos, pão, queijo e fiambre estiveram mais uma vez presentes, bem assim como o café bem quente e que acaba sempre por saber muito bem à maioria dos participantes.

      Ao mesmo tempo aproveitou-se para uma visita ao local, que para algumas pessoas era completamente desconhecido, e que é sempre agradável ficar a conhecer. Pena é que tenham entretanto sido construídas algumas estruturas cujo enquadramento é bastante duvidoso...

      O tempo parece que voa e havia ainda muito para andar até ao local do almoço, pelo que a pausa acabou por não se prolongar muito estando toda a gente cheia de vontade de enfrentar os trilhos que se seguiriam e que já se sabia que iriam ser mais trabalhosos.

     

      A 2º Etapa estava delineada de modo a levar-nos de S. João d’Arga até Bertiandos, próximo de Ponte do Lima, onde seria servido o almoço. Contudo, o trajecto escolhido não era propriamente o mais fácil e contava especialmente com uma subida de cerca de 6 Km que se anunciava como particularmente dura e com um nível de exigência técnica já razoável.

      Era claramente uma subida para fazer a “passo de caracol”, procurando encontrar a melhor maneira de ir levando o jipe através do piso quase exclusivamente de pedra, pontuado em duas zonas com uns bocados de lama para “apimentar” um bocadinho a situação, e com várias passagens bastante estreitas que obrigavam a decidir como as “atacar”. Infelizmente essas passagens mais estreitas ainda acabaram por deixar marcas ( ainda que ligeiras ! ) nalgumas viaturas, mas todos conseguiram chegar lá acima.

      Convém, de qualquer modo, dizer que após esta subida havia várias pessoas a queixarem-se que estavam um bocadito “partidas” dos abanões que foram sofrendo ao longo do trajecto... ;-)

     

      Ainda antes do almoço, tivemos mais uma daqueles acontecimentos caricatos... Após todos os “maus tratos” sofridos durante a manhã, e já quando se circulava numa via asfaltada, eis que o depósito de combustível do UMM “Amarelo” resolve soltar-se de um dos lados e cair, vindo de rastos durante 40 ou 50 metros, até que o jipe parasse !.... O que aconteceu foi que a soldadura entre o depósito e uma parte que serve para o apoiar partiu. De qualquer forma, acho que podem imaginar a expressão de surpresa que fiz, após ter ouvido o barulho enorme do depósito a cair e a vir de rastos, quando parei, saí do jipe e vejo o que tinha acontecido.... Aliás, quando comuniquei com os restantes participantes, via rádio, o que sucedera, o silêncio que se seguiu até começarem a aparecer as primeiras perguntas e comentários foi perfeitamente esclarecedor da dificuldade em acreditar no que tinham ouvido...

      Com a ajuda de várias pessoas foi possível repor o depósito mais ou menos no seu sítio e atá-lo com umas cintas de modo a que não voltasse a cair. Esta solução revelou-se extremamente eficaz, uma vez que permitiu continuar o Passeio até ao fim ( incluindo a passagem nas zonas mais complicadas ! ) e regressar a casa sem qualquer deslocamento visível do depósito.

      Bem, como se diz, há males que vêm por bem, e este serviu para demonstrar três coisas:

               a) – O depósito em questão é realmente resistente, uma vez que sobreviveu à queda e a ser arrastado pelo asfalto sem qualquer tipo de danos adicionais ( convém dizer que está feito em chapa de inox de 2 mm de espessura !... ).

               b) – Que o espírito de camaradagem e entre-ajuda não é de modo nenhum apenas um conjunto de palavras mais ou menos vãs, ficando mais uma vez demonstrado a sua existência muito real e concreta através da ajuda pronta e total que tive da parte de toda a gente ! Na verdade, a gente que queria ajudar era tanta que até acabou por estorvar um bocadinho nalguns casos... ;-)

               c) – Que em viaturas pouco complexas e com a ajuda de outras pessoas e utilização dos seus “recursos” ( um têm um “macaco xpto” que se adapta melhor, outro tem um bocado de arame que era mesmo o que estava a faltar, um terceiro tem a ferramenta que vai permitir fazer o que é necessário, etc.. ) consegue-se quase sempre improvisar uma “reparação” de recurso que permite continuar a utilizar a viatura, ainda que eventualmente com cuidados acrescidos.

     

      Com algum atraso, lá chegamos ao restaurante “ O Celeiro” onde nos esperava um “Arroz de Sarabulho” e respectivos “Rojões”, para acabar com a fome que já tinha começado a dar sinais de querer atacar a caravana.

      A tarde prometia ser mais curta, mas prometia também algumas dificuldades... Havia que contar com um par de corta-fogos que teríamos que subir e, também, com duas zonas um bocado mais trialeiras, uma das quais se dividia, na realidade, em duas partes, qual delas a mais complicada.

      Unindo os corta-fogos e as zonas mais complicadas, continuavam os trilhos que iam alternando entre zonas fáceis e outras um pouco mais duras, mas que continuavam a levar-nos a ficar a conhecer melhor esta região e que bem merece que a conheçamos.

     

      Os já citados corta-fogos, longos, inclinados e de piso solto e as zonas mais trialeiras fizeram mais uma vez com que os participantes se juntassem, fora das viaturas, para ver como cada um fazia para ultrapassar os desafios que o trilho representava ( e, na maioria dos casos também para “mandar palpites sobre a melhor maneira de agir e a melhor trajectória a seguir... ;-) ). São sempre momentos em que o convívio se intensifica e são muito agradáveis, mas têm o “inconveniente” de fazerem com que o tempo pareça que passa ainda mais rapidamente !

      Foi exactamente o que aconteceu e quando demos por ela já eram 8 horas da noite e ainda faltava fazer uma parte do percurso que corresponderia a cerca de mais uma hora.... Em face da situação, resolveu-se terminar o Passeio logo mais à frente, numa zona em que se passava por uma estrada que facilitava o regresso a casa de cada um, mas não sem antes se fazer uma nova paragem para as despedidas e também para tentar terminar com o pão, queijo, fiambre, sumos e café que tinham sobrado do “Reforço da Manhã”.

     

      O 2º Passeio de 2007 do Clube Audio TT estava terminado, mas os participantes mostravam que tinha valido a pena ! A boa disposição e a expressão de satisfação reinava um pouco por todo o lado.

      O próximo Passeio já está em preparação e dentro de algumas semanas haverá concerteza mais um pretexto para se passar um dia bem passado na companhia de amigos.

  

 


Rui Martins

Clube Audio TT

 

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