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2002 / ....


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09-Set-2004

            Os Nossos Passeios ...

Por Terras do "Varosa" ...

 

7º Passeio Audio TT 2002

1º Audio TT por Terras do "Varosa"

( Realizado na região de Tarouca )

 

 

O ano de 2002 vai-se aproximando do seu fim e, com ele, também o conjunto de passeios que o Clube Audio TT programou para este ano.

O Sábado, dia 23 de Novembro de 2002, foi o dia escolhido para juntar pela última vez este ano, num passeio TT, o conjunto de amigos que forma o Clube Audio TT.

Desta feita, e pela primeira vez, a zona escolhida foi a região de Tarouca e do rio Varosa que é um afluente do Douro. Esta região tem beleza e interesse mais do que suficiente para justificar uma deslocação de mais de uma centena de Km para a conhecer.

Apesar de o Tempo não estar particularmente agradável, não foi isso que impediu que à hora marcada, 10 horas da manhã, se encontrassem já os mais de 50 participantes, distribuídos por 19 jipes, junto ao Restaurante "7º Irmão" prontos para dar início ao que se pretendia que fosse um dia bem passado.

Foi esse o local e a hora escolhida para o já tradicional "reforço da manhã", porque a esmagadora maioria dos participantes já estava " a pé " há várias horas, ao mesmo tempo que era feito o pequeno "briefing" de apresentação do percurso e relembradas as regras básicas de participação neste tipo de passeios Todo-Terreno.

O arranque para a 1ª etapa, que correspondia à parte da manhã e tinha pouco mais de 30 Km, deu-se pouco após as 10h30m e logo com uma alteração ao Road-Book que servia de suporte ao Passeio. Realmente, durante o "briefing" inicial tinha sido resolvido começar a 1ª etapa por um percurso que era diferente nos primeiros Km's, mas que nos permitia assim fazer uma paragem numa casa (semi em ruínas) onde terá vivido Egas Moniz e também apreciar melhor a ponte e a torre românicas de Ucanha, retomando o percurso inicialmente previsto a partir do Mosteiro de Salzedas, que também aproveitamos para visitar.

A partir daqui começava realmente o trajecto por trilhos e caminhos em estado variado, desde o bastante bom, até ao razoavelmente mau, passando por zonas com bastante pedra, outras em que o "problema" era a lama, alguns "charcos" de água e zonas com algumas valas e/ou onde a inclinação já era significativa.

Aproveitando uma manhã em que o Tempo até não esteve muito mau, pois se é verdade que houve uns chuveiros, também é verdade que houve vários bocados em que não choveu e o dia até estava relativamente claro, fomos andando monte acima e monte abaixo, tendo a oportunidade de atravessar vários pomares de macieiras e várias vinhas, nomeadamente as vinhas das Caves da Murganheira, ao mesmo tempo que ia permitindo ver paisagens verdadeiramente espectaculares.

Os pontos mais "quentes" verificaram-se, por um lado, numa zona bastante complicada, pela falta de espaço para manobrar, pela fraca aderência do piso e pelas inclinações que as viaturas atingiam, e por outro lado e de uma forma completamente diferente, pelo "recreio" que os participantes tiveram ao utilizar uma zona bastante ampla, mas bastante enlameada, que funciona no Verão como pista de aterragem para pequenas aeronaves, mas que no Inverno permite experimentar os encantos da condução rápida em pisos de muito fraca aderência, com longos "slides", mas com riscos muito reduzidos.

A manhã estava no fim e o almoço já nos esperava. No restaurante "7º Irmão", o Sr. Marcolino, que é o seu proprietário e que colaborou de uma forma que não podemos deixar de salientar na preparação deste Passeio, lá estava à nossa espera, com as mesas à espera dos membros do Clube Audio TT e com o almoço que foi comido por todos com satisfação.

Como é habitual, foi também aproveitado o tempo do almoço para se ir conversando sobre o Passeio, sobre o Audio TT, sobre os planos para o futuro e sobre toda uma série de outras coisas que vão permitindo estreitar cada vez mais os laços de amizade que vai unindo toda esta gente.

Findo o almoço, estava na altura de dar início à 2ª etapa, que tinha cerca de 40 Km de extensão, e que prometia ter algumas dificuldades, acrescidas pelo facto de já ser quase noite e pelo tempo que tinha piorado significativamente. Realmente, durante toda a 2ª etapa a chuva foi uma companheira muito frequente, chegando por vezes a transformar-se em granizo e mesmo umas pequeninas amostras de neve.

Esta 2ª etapa iria levar-nos à nascente do Varosa e trazer-nos de volta a Tarouca.

Os percursos continuavam a ser variados e, se não estivesse já escuro, a chover e em alguns casos nevoeiro, as vistas seriam novamente espectaculares. Foram sendo atravessadas zonas em que os trilhos estavam muito fechados, zonas em que existiam charcos com dimensões já apreciáveis, zonas lamacentas, zonas com valas e com buracos e onde o piso era bastante duro e com muita pedra, etc.

Contudo, não foi necessário andar muito para aparecer a 1ª dificuldade mais séria. Tratava-se de uma zona já de si um pouco complicada, mas que devido às quantidades significativas de chuva que tinham caído nos dias anteriores se tinha transformado numa espécie de enorme charco, escondendo ou buracos, valas e pedras que estavam um pouco espalhadas por todo o lado. Isto fez com que rapidamente o número de jipes atascados começasse a subir de modo preocupante.

Depois de várias tentativas para ir tirando os jipes, mas que se é verdade que iam sendo mais ou menos bem sucedidas, também é verdade que eram muito morosas e acontecia com frequência que para "desatascar" um jipe, se "atascava" outro e com a agravante de que o que tinha sido "desatascado" voltava a "atascar" um pouco mais à frente, foi tomada uma decisão de "emergência": O grupo, que sempre viera em coluna mais ou menos compacta, seria dividido em dois. Os jipes que já estavam mais avançados naquela zona complicada, seguiriam o trajecto definido pelo Road-Book, à medida que fossem sendo "libertados". Os que se encontravam ainda na parte inicial da zona mais difícil, fariam "meia-volta" e iriam apanhar a estrada que passava próximo, seguindo depois por asfalto até ao ponto onde se reuniria novamente o grupo completo.

Com o grupo de participantes já novamente reunido, lá se seguiu o percurso planeado.

O próximo ponto quente era a travessia (facultativa) de um ribeiro. Mesmo com a chuva que se tinha feito sentir, e que continuava a cair, a altura da água no ribeiro não era muita, embora a corrente fosse relativamente forte. O "problema" punha-se nas margens, que estavam com o piso muito mole e traiçoeiro.

O 1º Jipe a tentar foi um certo "UMM amarelo" que acabou por "encalhar" numas pedras escondidas sob a lama, ficando completamente "atascado". Acabou por ser rebocado para trás, com algum esforço, e desistiu de tentar novamente a "sua sorte"…

A maioria dos jipes nem sequer tentou atravessar o ribeiro a "vau", seguindo pela ponte que servia de "alternativa", mas houve um grupo de 5 ou 6 jipes que resolveram tentar e que, com maior ou menor dificuldade, sempre conseguiram passar de um lado para o outro.

Mais alguns Km's percorridos e novo "ponto quente". Desta vez, era proposto atravessar uma represa com uma quantidade já apreciável de água. Também aqui havia alternativa e a maioria achou que já chegava de "emoções fortes". Dos poucos que resolveram atravessar a represa, um Defender resolveu "atascar" já à saída.

Já há muito tempo que era completamente escuro, o nevoeiro ia aparecendo aqui ou ali e a chuva lá continuava a cair… Uma parte dos participantes começava a dar sinais de algum cansaço… Era altura de fazer alguma coisa e o que se decidiu fazer foi separar novamente o grupo, satisfazendo desta forma os desejos dos participantes.

Um grupo de participantes iriam deixar o percurso do Road-Book e seguiam em direcção ao restaurante. Os restantes iriam completar o que faltava do Road-Book e que incluía uma zona um bocado "complicada", principalmente em termos de navegação por falta de pontos de referência (estava escuro e as referências não eram visíveis).

Entretanto, 3 dos jipes que tinham acompanhado o grupo que seguiu para o restaurante de modo a garantir que não se perdiam, voltou para trás e foi ao encontro dos que tinham decidido seguir o Road-Book, seguindo este em sentido contrário, de modo a garantir que não ficavam perdidos e a prestar auxílio se ele fosse necessário. Felizmente tal não foi necessário e, não obstante terem andado um pouco "perdidos" à procura do caminho certo, após algumas tentativas tinham-no encontrado e o encontro com os 3 jipes deu-se já depois de terem ultrapassado a zona "complicada".

Rumámos ao restaurante, que já era tempo de acalmar os estômagos que começavam a apresentar os primeiros sinais de se encontrarem vazios.

Quando chegamos, tínhamos à nossa espera uma óptimas castanhas assadas acompanhadas por jeropiga, que funcionavam como entrada para as carnes grelhadas que se iriam seguir após mais alguns minutos, precedidas ainda de uma canja de galinha e seguidas de um pudim caseiro.

O 7º Passeio de 2002 do Clube Audio TT estava no fim. Os comentários gerais eram mais uma vez muito positivos. Foram sendo feitas algumas sugestões no sentido de repetir um passeio nesta zona, no próximo ano, mas de preferência numa época do ano em que os dias sejam bem maiores. Contudo, a pergunta mais ouvida era: "Quando é o próximo ?" e o comentário mais habitual era algo do género: "Que pena não haver ainda mais passeios destes …"

Pela nossa parte, prometemos estar de regresso, com mais um novo Passeio, lá para o fim de Janeiro de 2003.

 

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