Dando seguimento ao calendário de Passeios de 2005,
ainda que com um atraso relativamente à data anteriormente planeada,
realizou-se no passado Sábado, dia 12 de Novembro, o nosso 5º Passeio de
2005.
Como já vem sendo habitual nesta altura, a zona
escolhida para o 5º Passeio Audio-TT "Por Terras do Alvarinho" foi a
região de Melgaço.
Desta vez a "lista" de participantes contava com 16
jipes e cerca de 35 pessoas.


Este Passeio teve o seu início em Extremo, onde se
concentraram à hora marcada os participantes, e iria desenrolar-se por
trilhos variados que nos levariam a Merufe, onde se realizou o almoço, e
de seguida até Melgaço.
A 1ª Etapa, coincidente com a parte da manhã, era
bastante curta, contando com pouco mais de 20 Km's, mas incluía trilhos
onde a velocidade de circulação era baixa e tinha zonas em que as
paisagens que se podiam ir admirando eram bastante interessantes.
Mais ou menos a meio do percurso realizou-se uma
paragem mais demorada de modo a que houvesse o habitual "reforço da
manhã" que tem presença assegurada nos nossos Passeios e que é já
ansiosamente esperado pelos participantes habituais. Se o pão fresco com
o fiambre e o queijo, acompanhado dos sumos é um "sucesso assegurado", o
mesmo acontece com o café bem quente que é disponibilizado.
Logo a seguir a esta paragem havia a zona mais
exigente desta 1ª etapa... Tratava-se de uma subida
razoavelmente ingreme e com piso bastante duro e degradado, a que se
seguia um pouco depois uma descida que "mete respeito". Trata-se
de uma descida muito acentuada, com piso de pedras soltas e com algumas
valas que dificultam ainda mais o controlo da viatura que acabam por ter
tendência para escorregarem.
Estava prevista uma alternativa fácil para esta zona,
mas a grande maioria dos participantes resolveu não a utilizar,
preferindo enfrentar as dificuldades do percurso mais exigente.
Felizmente toda a gente conseguiu passar sem contratempos de maior e as
viaturas também resistiram valentemente ao tratamento que lhes foi
imposto !
Um bocado mais à frente foi decidido fazer mais uma
paragem relativamente prolongada e foi proposto, a quem quisesse, fazer
um pequeno trilho que tinha sido percorido nos reconhecimentos prévios,
mas que tinha sido excluído do percurso final por não ter saída adaptada
à passagem de viaturas. Esta oportunidade foi também aproveitada
por alguns dos participantes que desta forma puseram à prova mais uma
vez as capacidades das suas máquinas e a sua perícia como condutores das
mesmas dado que o trilho em questão era razoavelmente exigente.
Restavam uns poucos Km's para o restaurante, que
foram percorridos rapidamente e sem notas especiais a assinalar.


O almoço, realizado num pequeno restaurante em
Merufe, previa que os participantes pudessem escolher entre um "bacalhau
assado no fôrno" ou o mais vulgar "bife".
A comida não estava má, mas o serviço foi bastante
demorado e, por exemplo, a sobremesa tinha como possibilidades de
escolha "fruta" ou "fruta"...
Nesta zona, e nas pequenas povoações da região, não é
fácil arranjar restaurantes com capacidade para servir um grupo de 30 ou
40 pessoas e também não é habitual haver um leque grande de escolha.
Diz quem é da zona que mesmo as sobremesas um pouco mais elaboradas não
são habituais.
Não obstante estas limitações, o almoço decorreu de
forma animada e a boa disposição dos participantes era notória.
Como é também habitual, foi ainda uma boa oportunidade para se estar um
bocado à conversa que foi devidamente aproveitada por todos.


Estava na hora de arrancar para a 2ª Etapa do
Passeio, que nos levaria até Melgaço, e que contava com trilhos que
ultapassavam um pouco os 30 Km's.
Também nesta parte da tarde se mantiveram em larga
medida os caminhos a aconselhar uma condução lenta e, mais uma vez, foi
também possível apreciar paisagens bastante interessantes. Convém,
talvez, referir que o tempo, apesar de não estar óptimo, colaborou para
tornar o Passeio mais agradável, apresentando-se durante quase todo o
dia limpo.
As maiores "dificuldades" da parte desta 2ª Etapa
estavam centradas em duas zonas muito fechadas em termos de vegetação,
que tinha invadido por completo o trilho fruto da falta de utilização do
mesmo, tornando-o praticamente "invisível". Este aspecto deixa
mais uma vez claro a falta de conservação mínima destes trilhos o que,
numa situação de incêndio florestal, acaba por dificultar o acesso aos
meios de combate a fogos ( com excepção dos meios aéreos ! ), acabando
por potênciar o risco de se verificarem grandes incêndios que lavram de
forma completamente descontrolada.
Convém ainda acrescentar que esta 2ª zona bastante
"fechada" coincidia também com uma descida com algumas valas de
dimensões apreciáveis e com piso bastante duro.
Apesar das "dificuldades" encontradas, os
participantes fizeram questão de demonstrar que estão cada vez mais
experientes neste tipo de situações, ultrapassando-as de uma forma que
faz pensar que até era muito fácil.
O dia foi decorrendo e chegamos a Melgaço já com os
faróis das viaturas ligados. Era a altura certa para se
pensar no regresso a casa, mas antes disso ainda se aproveitou para
fazer uma espécie de lanche tirando partido do que tinha acabado por
sobrar do "reforço da manhã".

Em jeito de balanço final, diria que o Passeio correu
bastante bem, que os participantes mostravam não dar o seu tempo por mal
empregue e que esta é uma região onde continua a valer a pena ir
"descobrir" mais uns trilhos, mais uns recantos e continuar a apreciar
as suas belezas.
A próxima actividade do Clube Audio TT já está a
começar a ser preparada e irá decorrer durante o mês de Dezembro.
Trata-se do "Jantar de Natal", que será precedido como habitualmente de
mais um pequeno Passeio TT.
Rui Martins