Após um longo
interregno nas actividades do Clube Audio TT, motivado pelas férias de
Verão ( e também pelo período de incêndios que lamentavelmente mais uma
vez se viveu... ), era mais do que chegada a hora de se retomarem os
nossos habituais Passeios.
O passado Sábado, dia
21 de Outubro, foi o dia escolhido para mais um Passeio, o 5º de 2006.
A região escolhida foi novamente a zona de Monção, Melgaço e Castro
Laboreiro, onde fizemos o nosso 6º Passeio Audio TT por "Terras do
Alvarinho", num percurso que contou com o conhecimento da zona por
parte do Esteves que vem sendo o nosso guia para este Passeios que temos
vindo a fazer desde há vários anos.


Para este reinício
após férias juntaram-se cerca de 30 dos participantes habituais,
distribuídos por 13 jipes, que se concentraram pontualmente no ponto
indicado para o início do Passeio, situado nas proximidades de Monção.
Infelizmente o tempo estava bastante mau, como aliás tinha estado também
nos dias anteriores, o que deixava no ar a perspectiva de criar algumas
dificuldades acrescidas ao decurso do Passeio.
Uma vez que já
tínhamos todos percorrido um bom número de km's para chegar ao local
marcado, começamos logo pelo "Reforço da Manhã", com os ingredientes
habituais: sumos, água, café, pão fresquinho com queijo e fiambre.
Foi também feita a apresentação do Passeio, alertando para as zonas mais
complicadas e dando as recomendações adequadas.


A manhã estava
dividida em 2 partes:
Um percurso inícial
com cerca de 10 km's, percorrendo diversos trilhos nos arredores de
Monção, que permitiu também apreciar as muitas vinhas existentes ( e que
têm vindo a ser criadas !... ) dedicadas à produção das uvas que irão
dar origem ao famoso néctar que dá nome ao Passeio, o Vinho Alvarinho
.
O percurso em si não
era particularmente exigente em termos de Todo-Terreno, sendo contudo de
registar que contava com 4 zonas particularmente estreitas ( uma das
quais com 1,97 metros, exactamente !... ) e entre vedações em pedra,
exigindo um cuidado e uma perícia adequada por parte dos condutores.
Gostaria de deixar
aqui uma nota e um protesto pelo facto de um número significativo de
caminhos ( devidamente assinalados nas Cartas Militares da região )
estarem vedados, impossibilitando o seu uso e indicando uma apropriação
que será com toda a certeza claramente indevida ( pelo menos na
maioria dos casos ! ) por parte de alguns dos proprietários dos terrenos
da região.


A 2ª parte, que se
iniciava após uma ligação por estrada até Melgaço, era uma visita guiada
a esta agradável Vila. O nosso "cicerone" foi, como não
podia deixar de ser, o Esteves que nos contou os aspectos mais salientes
da história de Melgaço, ao mesmo tempo que nos ia mostrando os edifícios
mais interessantes. Foi também aproveitada a oportunidade
para fazer uma visita, ainda que muito rápida, ao "Solar do Alvarinho".
Esta visita, efectuada
em "TT pedestre", contou com a colaboração total do "S. Pedro" que nos
permitiu andar a passear com bom tempo e sem chover, num dia em que o
normal foi exactamente o contrário...


Estava na hora do
almoço e foi exactamente após termos iniciado a deslocação de jipe a
caminho do restaurante que a chuva regressou... O
almoço, servido no restaurante "Adérito", tinha como prato principal um
"Cozido" ou uma "Vitela Assada", à escolha, devidamente acompanhado das
"entradas", sopa, sobremesa, bebidas e café, estava bastante bom.


Esperavam-nos mais
cerca de 35 km's de trilhos variados, uns mais duros do que outros, que
nos iriam levar até Castro Laboreiro, onde terminaria o Passeio.
Andando sempre próximo
da fronteira com a Galiza ( algumas vezes mesmo quase em cima dela... )
lá fomos aproveitando para ir conhecendo e apreciando algumas zonas que
ainda não tínhamos tido a oportunidade de percorrer, ao mesmo tempo que
se ia também continuando a praticar o TT do modo que gostamos.


Apesar das
dificuldades naturais ( subidas, descidas, lama, pedra, valas e
regueiras, etc. ) não há muito a salientar, uma vez que toda a gente se
portou à altura das necessidades. O único momento um pouco
mais complicado foi vivido numa vala de grandes dimensões ( integrada
numa pista mais ou menos improvisada de motocross ), onde, contrariando
o bom senso, entrou mais do que um jipe ao mesmo tempo...
Conclusão: o 1º não conseguiu subir e sair à primeira tentativa e,
depois, não tinha espaço suficiente para "ganhar lanço" adequado à
situação. De qualquer modo, após várias tentativas, lá
conseguiu sair sem recurso a meios externos.
Durante a tarde, a
chuva foi mais intensa e permanente do que tinha acontecido de manhã,
acabando por fazer com que a vontade de sair das viaturas fosse menor,
prejudicando um pouco o habitual convívio, que acabou por ser feito
fundamentalmente via rádio CB.


O Passeio estava no
fim mas, ainda antes de cada um rumar a sua casa, achamos por bem fazer
um lanche em Castro Laboreiro aproveitando o que tinha acabado por
sobrar do "Reforço da Manhã", de modo a aconchegar os estômagos para
resistirem à viagem de regresso.
Em jeito de balanço
final, diria que o Passeio correu bastante bem e mais uma vez ficou
demonstrada a amizade que nos vai unindo de uma forma cada vez mais
forte. Resta esperar pelo próximo Passeio, que será provavelmente
o último de 2006.
Rui Martins